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1 de junho de 2017
Ansiedade: como identificá-la?

É notável que os excessos de informações e as cobranças diárias têm contribuído para que as pessoas se sintam cada vez mais ansiosas. Desse modo, esse tem sido um assunto bastante discutido e considerado o mal do século, mas afinal, o que é ansiedade e como identificá-la?

A ansiedade é um estado mental inerente ao ser humano, isso significa que todos nós em diversos momentos da vida experimentamos desse sentimento. Não existe quem nunca tenha se sentido ansioso seja por uma entrevista de emprego, uma prova, uma viagem, o nascimento de um filho e etc. Nesses momentos a ansiedade vivenciada numa dosagem certa, serve como uma energia propulsora para nos impulsionar a agir. Além disso, ela tem a função de nos proteger, deixando o nosso organismo em estado de alerta quando estamos frente a um perigo ou uma ameaça. Nesse sentido, a ansiedade pode ser extremamente saudável e útil quando manifestada de uma forma equilibrada.

Porém, quando a ansiedade começa a limitar ou atrapalhar o desempenho e as atividades diárias do indivíduo ela se transforma em uma patologia, na qual a preocupação excessiva com o futuro torna-se a sua principal característica. Muitas vezes o indivíduo passa a viver uma idealização e uma fantasia a respeito de algo que nem sabe se vai acontecer, mas ele imagina toda a situação e vivência essa emoção de forma intensa e frequente, deixando muitas vezes de fazer algo, por imaginar uma história que por diversas vezes nem chegará acontecer.

O ansioso está sempre pensando no que vai fazer muito mais do que está fazendo no momento, devido a isso, ele perde a oportunidade de aproveitar e experienciar o seu tempo presente. E nesse movimento de estar sempre preocupando com o futuro acaba não respeitando o momento das coisas acontecerem. A autocobrança e o perfeccionismo, geralmente fazem com que o indivíduo aumente ainda mais o nível da sua ansiedade, mesmo que ele consiga cumprir com as suas tarefas ainda se sente insatisfeito, pois acha que poderia ter executado melhor. Dessa forma, o ansioso vive sempre se cobrando e em uma agitação intensa que gera um cansaço desnecessário e muitas vezes tende a criar problemas que não existem, e com isso, acaba tomando decisões precipitadas e tendo comportamentos impulsivos.

Outro costume que o ansioso geralmente possui, são os pensamentos e inícios de frases com uma série de indagações negativas e de incapacidade, como por exemplo: “E se as coisas não derem certo? E se eu não conseguir? E se as pessoas não gostarem de mim?”. Essas são algumas incertezas que pode estar relacionada a uma baixa autoestima, pois quanto menos confiança em si mesmo, mais ansiosa a pessoa tende a ser.

Portanto é extremamente interessante estar atento e saber identificar os sintomas que a ansiedade proporciona, pois eles surgem como um sinal de que é necessário rever como a pessoa tem posicionado consigo mesma, e o que tem lhe gerado esse estado de ansiedade. Sendo assim, observar corretamente os sintomas físicos e psicológicos, como: palpitações, suor excessivo, tremores, tontura, dor de cabeça, dores musculares, apreensão, preocupação excessiva, medos irracionais, inquietação constante, alterações do sono, entre outros, são sinais de que a ansiedade está elevada e que necessita ser tratada.

Existem algumas maneiras que ajudam a diminuir a ansiedade, dentre elas estão os exercícios físicos, as técnicas de respiração, meditação, alimentação e principalmente saber administrar os pensamentos. A maneira como pensamos influência diretamente nos nossos comportamentos, dessa forma, substituir os pensamentos negativos pelos positivos fazem toda a diferença. Tirar a lente de aumento dos problemas também é algo que ajuda a lidar com a ansiedade, muitas vezes o problema até existe mais a sua proporção é menor do que costumamos visualizá-lo.

É interessante ressaltar que quanto maior for à ansiedade, maior será o nível que ela irá alcançar. E quanto mais elevada, maior a possibilidade de desenvolver diversos tipos de doenças, entre elas estão os transtorno de ansiedade (síndrome do pânico, fobias, ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e estresse pós-traumático). Destacando que se trata de patologias que necessitam ser cuidadas. Portanto se você tem enfrentado situação semelhante não tenha receio, procure um profissional de saúde mental para lhe ajudar.

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