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9 de janeiro de 2018
O que precisamos saber antes de engravidarmos?

Aprendemos na escola que o ciclo da vida dos seres vivos é um só, nascer, crescer, reproduzir e morrer, nesse artigo vamos desenvolver um pouco a ideia do reproduzir pois, apesar de ser uma etapa natural na vida de todo ser vivo, o ser humano é um ser complexo, necessitando de cuidados e atenções específicas, que por exemplo, uma planta ou um outro animal não necessita.

É comum observarmos jovens casais sendo pressionados pelos pais, pela sociedade, às vezes até amigos, sobre quando irão ter um filho. A pressão social em parte pode ser explicada com o passado, onde o conservadorismo da sociedade ainda se mantém presente, reforçando a crença de que uma família só é completa com filhos, ou até mesmo a sensação de perda desses valores, estimulando as pessoas mais idosas a reforçarem a manutenção deles.

Apesar da gravidez ocorrer em apenas uma das pessoas do casal, é possível afirmar que a vida do outro par será afetada drasticamente com esse momento, talvez tanto quanto a da pessoa grávida. Nem todas as pessoas estão preparadas para vivenciarem esse momento, às vezes por imaturidade pessoal, por falta de informação, ou até mesmo uma gravidez indesejada, existem diversos motivos que levam uma mulher a se sentir desconfortável na gravidez, afetando também seu par.

Os casais devem saber que todas as mudanças e experiências novas podem gerar preocupação, fazer algo que nunca foi feito é sempre um desafio, no caso, gerir e criar uma pessoa. Mulheres grávidas provavelmente vão se sentir incomodadas com a gravidez, é comum que se sintam desconfortáveis: mudanças de humor, cólicas, náuseas, câimbras, inchaço. Com o acompanhamento do pre-natal obrigatório, o médico será capaz de identificar se o desconforto é esperado, ou se existe algo de errado.

Nem toda a gravidez é composta apenas de momentos lindos e felizes, os incômodos também fazem parte dessa experiência. Mesmo depois que a criança nasce, ainda é esperado que os pais desenvolvam e possuam algumas habilidades, como paciência e capacidade de lidar com a frustração, importantíssimas para lidar e auxiliar no desenvolvimento e amadurecimento da criança.

Durante os primeiros meses de vida os bebês exigem que os pais tenham uma percepção apurada, uma boa comunicação não verbal, facilitando os pedidos de atenção, comida e higiene dos filhos, a relação de cuidado e atenção deve ser trabalhada desde o nascimento do bebê. Apesar da necessidade de atenção integral nos primeiros meses de vida, é importante que com o tempo, mais ou menos aos 4 meses, os pais percebam a capacidade do filho em lidar com a frustração, para que possam falhar de acordo com a capacidade do filho lidar com a distância dos pais.

Mesmo quando se tornam crianças e não dependem tanto do cuidado e atenção dos pais, elas ainda pedem sim a orientação dos pais, ou cuidadores, para que ajudem a entender o mundo e compreender aquilo que é importante e o que não é, nem sempre essa comunicação é verbalizada, ás vezes pode ser observada em comportamentos e expressões.

Durante a infância é essencial que o casal tenha paciência e não perca a calma com os filhos, mesmo diante dos erros constantes, pois é esperado que a criança erre para que seja corrigida de maneira positiva, afinal, estão aprendendo a lidar consigo mesmo e com o mundo tendo os pais como exemplos maiores.

Se a relação de proximidade não for estabelecida desde a infância, provavelmente será difícil fortalecer esse vínculo na adolescência, fase em que o indivíduo, segundo Piaget, está mais em processo de acomodação das informações já assimiladas, do que em assimilar novas informações, ou seja, a tendência do adolescente é praticar o que aprendeu nos anos que se passaram, da forma que aprendeu.

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